O quinto Relatório apresentado no ano passado pelo grupo de cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstra que a temperatura do planeta poderá aumentar até 4,8 graus Celsius até 2100 – o que poderá elevar o nível dos oceanos em quase 1 metro e causar muitos outros danos irreparáveis.

Foram previstos quatro cenários climáticos para o Século XXI:


– Em um cenário de altas emissões, sem que tenhamos efetivado mudanças importantes de postura global, haverá um aumento de temperatura média global entre 2,6 °C e 4,8 °C ao longo deste século, fazendo com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros.

– Outros dois cenários menos pessimistas preveem um aumento da temperatura terrestre seria entre 1,1 °C e 3,1 °C e o nível do mar subiria entre 32 e 63 centímetros.

– O Cenário mais otimista considera uma estabilização das concentrações dos gases de efeito estufa nos próximos 10 anos e atuar para sua remoção da atmosfera. Nesse caso, o aumento da temperatura terrestre poderá variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século.


“O nível dos oceanos já subiu em média 20 centímetros entre 1900 e 2012. Se subir outros 60 centímetros, com as marés, o resultado será uma forte erosão nas áreas costeiras de todo o mundo. Rios como o Amazonas, por exemplo, sofrerão forte refluxo de água salgada, o que afeta todo o ecossistema local”, disse Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o professor, o aquecimento das águas marinhas tem ainda outras consequências relevantes, que não eram propriamente consideradas nos modelos climáticos. Conforme o oceano esquenta, ele perde a capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Se a emissão atual for mantida, portanto, poderá haver uma aceleração nas concentrações desse gás na atmosfera.

“Os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos, não é algo para o futuro. O aumento de ondas de calor, da frequência de furacões, das inundações e tempestades severas, das variações bruscas entre dias quentes e frios provavelmente está relacionado ao fato de que o sistema climático está sendo alterado”, disse Artaxo.

Separamos um mapa do Sumário das mudanças de clima projetadas pelo INPE/CCST para o Brasil até final do Século XXI.

Veja no mapa os principais efeitos em cada região do país.

 

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Apesar da matriz energética de nosso país ser predominantemente hidroelétrica, nos últimos anos aumentamos nosso fator de emissão em cerca de 04 vezes devido ao aumento de demanda energética aliado a períodos de estiagem, em que necessitamos ativar as nossas termoelétricas por períodos maiores de tempo.

Veja no gráfico do que elaboramos com base em dados disponíveis no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação:

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O fator de emissão representa a quantidade de CO2 média lançada na atmosfera para cada MWh gerado de energia elétrica. Quanto maior a parcela de combustíveis fósseis na matriz energética, maior o fator de emissão. Desta forma, o uso de fontes renováveis de energia como a Solar e a Eólica são fundamentais para que amenizemos estes impactos previstos no Planeta e em nosso país.

O momento de diminuirmos a emissão de gases estufa é agora. Qual a responsabilidade que cada um de nós tem para com o Planeta? Qual futuro você deseja para seus filhos e netos? Fica a reflexão.

Fonte: PBMC, CCST, INPE.

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